Ibaretama: Vereadores da base rejeitam canal de reclamações da iluminação pública e geram indignação popular
Em uma sessão marcada por tensão e surpresa, o vereador Wagner Moura apresentou o Projeto de Lei Ordinária N° 003/2025, que propõe a criação de um canal direto de comunicação entre a população e o setor de iluminação pública. O projeto acrescenta os parágrafos 7º e 8º ao Art. 1º da Lei N° 233/2021, e tem como objetivo facilitar o acesso da comunidade aos serviços de reparo e manutenção da rede de iluminação, um problema recorrente em diversos bairros. A iniciativa, no entanto, foi rejeitada pelos vereadores da base da prefeita, com exceção do presidente da Câmara, Gerson, que só votaria em caso de empate.
A decisão causou revolta entre os presentes e levantou questionamentos sobre os reais interesses por trás da rejeição. Afinal, por que barrar um projeto que visa justamente dar voz à população e resolver de forma mais eficiente problemas de escuridão nas ruas? Em 2024, a prefeitura repassou à empresa responsável pela iluminação pública o montante de R$ 1.026.425,78 — valor que, na prática, deveria garantir um serviço de qualidade, mas que na realidade é alvo de queixas constantes da população.
Nos bastidores, comenta-se que a rejeição do projeto pode ser um sinal de disputa interna pelo controle da pauta legislativa ou de resistência a proposições que não partem do núcleo do Executivo. Seria esta uma tentativa de medir forças dentro da casa? A quem interessa barrar um canal que serviria para cobrar maior transparência e eficácia na prestação de um serviço essencial? A votação abre espaço para especulações sobre uma possível “queda de braço” entre os poderes e acende o alerta sobre a politização de temas que deveriam ser tratados como prioridade.
Enquanto isso, a população segue sem saber a quem recorrer para solicitar reparos na iluminação pública, exposta à insegurança e ao descaso. É lamentável que, em pleno 2025, ainda haja quem atue em desserviço da coletividade, priorizando interesses políticos em detrimento das necessidades básicas da sociedade. A escuridão nas ruas parece ter encontrado reflexo no interior da Câmara Municipal — e não por falta de luz, mas por ausência de vontade política.
